Amor ao cobre
Analise Carmo
•Algarve
O som do martelo a moldar o cobre voltou a ecoar em Loulé. Mestre Analise, que começou na oficina aos 12 anos, viu a sua arte desaparecer com o tempo. Mas não deixou que se perdesse. Já reformado, aceitou o desafio de recuperar um ofício que dava vida à cidade.
Hoje, a oficina está de novo ativa, com mãos que aprendem e continuam a tradição. Das suas ferramentas renasce a icónica cataplana de cobre, peça única e feita à medida. “Dá outro sabor à comida”, diz com orgulho quem conhece o segredo do metal e do fogo.
No Octant PRAIA VERDE, esta tradição vive à mesa, onde os sabores do Algarve se revelam dentro de uma cataplana forjada pelo tempo e pela mestria.
Analise nasceu em 1948 em Loulé. Aos 12 anos começou a trabalhar numa oficina de cobre, uma atividade importante na sua cidade natal. Fazia caldeiras para cozer a cortiça e destilar o medronho, entre outros objetos utilitários. Abandonou a oficina e seguiu carreira profissional na Cimpor. Já reformado e depois de todas as oficinas de cobre da cidade terem fechado, foi desafiado para fazer renascer a atividade. Em 2015 já ninguém trabalhava o cobre e Analise voltou a pegar nas ferramentas. Deu formação e recuperou-se o saber-fazer. Neste momento há quatro pessoas a trabalhar na oficina e o futuro está assegurado. Famosa é a cataplana de cobre martelada à medida saída do seu cunho. “Dá outro sabor à comida”, refere orgulhoso o mestre Analise.


